Sexta-feira, Julho 28, 2006

CASO VON RICHTHOFEN

Já se passaram quase 4 anos... Suzane e os irmãos Cravinhos já foram condenados. Mas, eu ainda estou chocada.

Toda vez que os telejornais e noticiários me relembram esa fato fatídico, fico encabulada. Não sei definir se é espanto, repugnância ou frustração. Eu realmente queria saber o que se passou e o que se passa na mente de Dona Suzane. Como nunca saberei, fico desiludida. Eu creio, embora pareça ingenuidade da minha parte, que ela possui algum distúrbio mental e/ou psicológico. Resumindo: loucura! Os testes não apontaram nenhuma patologia, entretanto prefiro ainda acreditar nessa hipótese. As minhas estruturas mentais simplesmente nao conseguem acomodar a realidade: que uma moça bonita, rica e estudada; tenha arquitetado meticulosamente a morte de seus pais. Pai e mãe. Dupla covardia. O motivo? amor e ganância.

Logicamente o amor a que me refiro, nao era pelos pais. Aliás, eu defendo a idéia de que essa criatura nao saiba o que é amor. Nem pelos pais, nem pelo namorado-assassino. Encaro como uma perniciosa teia de sedução, luxúria e ambição: pecados capitais que desembocaram no pecado maior, o homicídio. Como em toda boa polêmica, encontra-se uma variedade de opiniões. De juiz e técnico de futebol, todo mundo tem um pouco. Minha irmã julga que as drogas e a bebida destroem a vida de qualquer pessoa. Foi taxativa - "Junta droga, bebida e sexo, mais uma pitada de desenquilíbrio emocional e pronto. O indivíduo tah pronto pra fazer qualquer merda!". Em minha mente eu contra ataquei: "Drogados nao conseguem arquitetar nada coerentemente". Ou conseguem? Eu não sei.

Talvez na minha pacata vidinha, no interior de Goiás; eu não consiga captar a proporção do desamor, maldade e depreciação, à que o ser humano, principalmente nas grandes metrópoles, tem chegado paulatinamente a cada nova geração. Eu sinto temor pelos meus filhos, netos e bisnetos. Sinto medo por mim! E mesmo querendo esquecer, não consigo tirar da minha mente uma cena da "Reconstituição do crime", onde Sr. Suzane, friamente enluva suas mãos, para lavar, na piscina, as barras de ferro que deram cabo à vida de seus progenitores.

Eu não sei se ainda compensa acreditar no aprimoramento da raça humana.

Isso me corrói!